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domingo, 6 de junho de 2010

TESTE DO PEZINHO





A Triagem Neonatal – Teste do Pezinho – foi incorporada ao SUS no ano de 1992 (Portaria GM/MS n.º 22, de 15 de Janeiro de 1992) com uma legislação que determinava a obrigatoriedade do teste em todos os recém-nascidos vivos e incluía a avaliação para Fenilcetonúria e Hipotireoidismo Congênito. O procedimento foi então incluído na tabela SIA/SUS na seção de Patologia Clínica, podendo ser cobrado por todos os laboratórios credenciados que realizassem o procedimento.

No ano de 2001, o Ministério da Saúde, através da Secretaria de Assistência à Saúde, empenhou-se na reavaliação da Triagem Neonatal no SUS, o que culminou na publicação da portaria ministerial (Portaria GM/MS n.º 822, de 6 de junho de 2001) que criou o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN).

O Teste do Pezinho também conhecida como triagem neonatal é um exame laboratorial simples que tem o objetivo de detectar um grande número de doenças congênitas, relacionadas a distúrbios do metabolismo e infecções que são realizados pela análise de gotas de sangue do neonato, em papel de filtro.
As amostras são coletadas do calcanhar do recém-nascido, por isso o exame ficou popularmente conhecido como Teste do Pézinho.

A maioria das doenças pesquisadas pode ser tratada com sucesso desde que identificadas antes mesmo de manifestar seus sintomas claramente, para pais e médicos. Todos os recém-nascidos devem ser submetidos ao teste.

O teste do pezinho leva esse nome, pois a coleta de sanguepara exame é feita a partir de um furinho feito no calcanhar do Bebê. Ele é feito nesse local, pois é uma região rica em vasos sanguíneos podendo ser feita rapidamente com apenas um furinho.

Esse teste é feito nas próprias maternidades e o ideal é qjue seja feito entre o 3 e ao 7 de vida. Ele é capaz de salvar muitas vidas, pois é capaz de prevenir doenças graves causadoras de sequelas irreparáveis no desenvolvimento mental e físico, ou seja com um diag´nóstico precoce do bebê poderá ter um tratamento adequado, ainda em seus primeiros meses de vida.

O teste do pezinho é obrigatório por lei em todo o Brasil


PASSO A PASSO

Toda criança nascida em território nacional tem o direito à triagem neonatal (Teste do Pezinho). Mas, para que este alcance o seu objetivo primordial de detectar algumas doenças que podem causar seqüelas graves ao desenvolvimento e crescimento, o teste deve ser feito no momento e da forma adequados.

O momento para a coleta, preferencialmente, não deve ser inferior a 48 horas de alimentação protéica (amamentação) e nunca superior a 30 dias, sendo o ideal entre o 3º e o 7º dia de vida. As gestantes devem ser orientadas, ao final de sua gestação, sobre a importância do teste do pezinho e procurar um posto de coleta ou um laboratório indicado pelo pediatra dentro deste prazo.

Desde a publicação da Portaria GM/MS nº 822 (Portaria Nº 822), assinada pelo Ministro José Serra, em 6 de junho de 2001, criando o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), todos os Estados brasileiros contam com pelo menos um Serviço de Referência em Triagem Neonatal e diversos postos de coleta para o Teste do Pezinho, espalhados por todos os municípios de cada Estado. Através do Serviço de Referência em Triagem Neonatal ou da própria Secretaria Municipal de Saúde, pode-se obter o endereço das Unidades de Coleta.

O PNTN prevê o diagnóstico de quatro doenças: Hipotireoidismo Congênito, Fenilcetonúria, Hemoglobinopatias e Fibrose Cística. Os exames realizados em cada Estado serão aqueles para os quais está habilitado a fazer, conforme as fases de implantação estabelecidas pelo Ministério da Saúde, a saber:

Fase I : Hipotireoidismo congênito e fenilcetonúria;
Fase II: Hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria e hemoglobinopatias;
Fase III: Hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, hemoglobinopatias e fibrose cística.

Os laboratórios privados realizam testes para outras doenças, cabendo ao pediatra selecionar as que são de interesse.

Ao comparecer ao posto de coleta, será feita uma ficha cadastral da criança com dados de identificação. É importante que a mãe dê todas as informações de forma clara, principalmente o endereço, já que, se o resultado estiver alterado, esta criança precisará ser localizada com rapidez.

Após a identificação, a coleta será realizada por uma enfermeira especialmente treinada. Todo o material necessário para a punção deverá ser descartável, bem como as luvas que serão utilizadas pela coletadora. O procedimento de coleta segue normas internacionais.
Após a coleta, o papel-filtro deve ser mantido em temperatura ambiente até a secagem completa do sangue, pelo menos 2 (duas) horas, e depois ser acondicionado conforme a orientação de cada laboratório.

O exame colhido será encaminhado a um laboratório central (seja ao laboratório do Serviço de Referência em Triagem Neonatal, seja a um laboratório privado), onde os exames deverão ser processados com a maior rapidez possível. Os Laboratórios de Referência encaminharão os resultados de volta ao posto de coleta, onde a família poderá obtê-lo para apresentação ao pediatra que acompanha a criança. Os laboratórios privados informarão às famílias sobre a entrega dos resultados, de acordo com as suas rotinas.

Nos casos com resultados de triagem alterados, o laboratório central deve acionar o posto de coleta para que entre em contato com a família e trazer a criança para a realização de exames confirmatórios.

Importante: o Teste do Pezinho é apenas um teste de triagem. Um resultado alterado não implica em diagnóstico definitivo de qualquer uma das doenças, necessitando, de exames confirmatórios.

Os profissionais que realizam a coleta são treinados para o trabalho de localização e orientação aos pais sobre as doenças triadas.

É fundamental que as famílias saibam que a maior parte das doenças triadas no Teste do Pezinho são assintomáticas no período neonatal e que, portanto, não devem demorar em procurar a confirmação diagnóstica dos casos suspeitos. O risco é gerar seqüelas graves e irreversíveis no desenvolvimento da criança, que só serão perceptíveis tardiamente.
Dependendo da doença detectada, pode-se obter adequada orientação sobre o tratamento nos Serviços de Referência em Triagem Neonatal, que contam com uma equipe multidisciplinar especializada, ou buscar apoio com especialistas.

No caso do hipotireoidismo congênito, o tratamento se baseia na reposição do hormônio tireoidiano T4 (L-tiroxina), porém as doses devem ser personalizadas, já que cada criança tem necessidades individuais. O ajuste de dose deve ser supervisionado por um endocrinologista.
A fenilcetonúria requer uma dieta especial, com restrição de proteínas em geral. Em alguns casos, a mãe será orientada a suspender o aleitamento e substituí-lo por um leite especial com baixos níveis de fenilalanina.

As demais doenças triadas requerem orientações específicas que podem ser obtidas com o pediatra, nos Serviços de Referência em Triagem Neonatal ou junto ao laboratório que realiza o exame.

Importante: é fundamental que a família saiba que o tratamento só deve ser interrompido sob orientação médica.





Existem versões do teste do pezinho capazes de identificar mais de 30 doenças, mas apenas fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito são habitualmente detectadas nos programas nacionais em todo o mundo.


FENILCETONÚRIA
Distúrbio genético no qual um dos aminoácidos presentes no leite pode prejudicar a saúde do bebê causando retardo mental grave.

HIPOTIREOIDISMO
A falta do hormônio produzido na glândula tireóide causa deficiência mental e retardo de crescimento.

HIPERPLASIA ADRENAL
Distúrbio no metabolismo que pode levar à desidratação aguda e na menina, a masculinização dos órgãos genitais.

FIBROSE CÍSTICA
Doença genética que causa problemas respiratórios e gastrointestinais crônicos


DEFICIÊNCIA DE BIOTINIDASE
A carência da biotina pode levar a convulsões, falta de equilíbrio, hipotonia, lesões na pele, perda de audição, retardo no desenvolvimento a acidose metabólica.

TOXOPLASMOSE
 Infecção adquirida pela gestante que, se transmitida ao feto, pode causar microcefalia, lesões oculares entre outros.

G6PD
A deficiência de Glicose-6-Fosfato Desidrogenase é a enzimopatia mais comum podendo apresentar grave icterícia neonatal ("amarelão") ou anemia hemolítica (ruptura dos glóbulos vermelhos)

RUBÉOLA
Infecção viral transmitida pela mãe ao feto que pode causar deficiência mental, retardo no crescimento, deficiência auditiva, defeitos cardíacos, catarata, lesões ósseas e outros problemas.

ANEMIA FLACIFORME
As hemoglobinopatias são doenças causadas por anormalidades na estrutura molecular ou na produção da hemoglobina "S". Crianças com hemoglobina anormal são altamente suscetíveis à anemia e infecções.


MCAD
Distúrbio Genético que interfere na utilização dos Ácidos Graxos como fonte de energia para o organismo. É uma doença genética potencialmente fatal que pode provocar o quadro de Síndrome da Morte Súbita.

SÍFILIS
A criança que adquire essa doença durante a gestação pode apresentar, ao nascimento, problemas de pele, ossos, baço, fígado e sistema nervoso. Em alguns casos, a doença só se manifesta após alguns anos.

CITOMEGALOVIROSE
Entre as manifestações associadas à infecção congênita pelo citomegalovírus estão a hidrocefalia, calcificações cerebrais e seqüelas visuais, auditivas e mentais.

DOENÇA DE CHAGAS
Parasitose que, quando adquirida na gestação, pode se manifestar por anemia, febre, dores musculares, lesões ósseas e graus variados de problemas cardíacos.

AIDS
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida pode ser transmitida ao feto pela mãe contaminada pelo vírus HIV

MUTAÇÃO 35DEIG DE CONEXINA 26 ( SURDEZ CONGÊNITA NÃO SINDRÔMICA )
A mutação 35delG do gene da Conexina 26 é uma das causas mais comuns de Surdez Congênita não Sindrômica. Seu modelo de herança é autossômico recessivo. Em países desenvolvidos, 60% dos casos de surdez tem origem genética.

ESPECTROMETRIA DE MASSA EM TANDEM
A Espectrometria de Massa em Tandem é uma técnica que permite uma extensa pesquisa relacionada a Erros Inatos do Metabolismo dos ácidos orgânicos e dos aminoácidos.


CUIDADOS DE ENFERMGEM



O teste do Pezinho deve ser realizado em uma sala ou ambiente tranquilo. É importante que os paissejam orientados sobre a finalidade do teste. Este primeiro contato com a Unidade de Saúde deve seraproveitado ao máximo pela equipe para orientação das mães sobre aleitamento materno, cuidadoscom as mamas e com o recém-nascido, vacinas, devendo-se encaminhar às mães para a consultapós-parto, planejamento familiar e puericultura.- Para a realização do teste do Pezinho, é fundamental que a equipe de enfermagem esteja treinada eque todo o material necessário esteja disponível. O “Manual de Organização e Normas Técnicas paraTriagem Neonatal” produzido pelo NUPAD/UFMG contém todos os procedimentos técnicos e administrativos.

Material necessário para coleta do Teste do Pezinho:

Luvas de procedimento;
Recipiente com álcool a 70%;
Pacotes de gazinha esterilizada ou algodão;
Lancetas esterilizadas descartáveis, com ponta triangular;
Envelopes com papel filtro;-
Pregadores de roupa;
Caneco de alumínio (capacidade de 1 litro);
Ebulidor elétrico;
 Bolsa de água quente (20 X 25cm);
Garroteador de borracha (o mesmo para punção venosa).

O material relacionado acima pode ser colocado em uma maleta e estar disponível no posto de coleta,em visitas domiciliares ou em maternidades para a coleta em RN retidos.

Procedimentos:

1) Registro dos Dados:- Antes da coleta deve-se preencher os dados da criança, com letra legível e sem abreviaturas e comcaneta esferográfica, no livro de registro, no envelope branco e no papel filtro. Se a criança ainda nãotem nome, colocar: RN de (nome da mãe). Os seguintes dados são necessários: nome completo;endereço completo (rua, número, bairro, cidade, telefone); data de nascimento; data da coleta; Unidadede Saúde e código da Unidade.

2) Aquecimento do pé do RN:- Ferver ½ litro de água, com ebulidor ou no fogão e acrescentar ½ litro de água da torneira. Estamistura atinge em média 53° C e ao ser colocada na bolsa, reduz para 44°. Antes de se colocar amistura na bolsa, verificar se a mesma está fria. Retirar todo o ar da bolsa, para facilitar sua dobra aoser colocada no pé do bebê . Conferir com a mão se a temperatura não está muito excessiva.- Manter o pé a ser aquecido coberto com uma peça fina (meia, sapatinho) e o outro também. Dobrar abolsa de modo a envolver o pé, fixando-a com um garroteador de borracha ou elástico. Deixar a bolsade água quente por 5 minutos. Manter a criança com o pé abaixo do nível do coração.Este procedimento só deverá ser realizado quando necessário e sob atenta supervisão de todos ospassos, afim de evitar queimaduras no pé da criança.

3) Posição e Antissepsia:- A mãe ou pai deve ficar em pé e segurar a criança em posição vertical (de arroto) ou inclinada (demamada).- O técnico deve estar sentado e próximo à mesa com o material. Após retirar a bolsa de água quente,realizar a anti-sepsia com álcool a 70% embebido em algodão ou gazinha.4) Punção: local e técnica:- Lavar as mãos e calçar as luvas de procedimento.- Envolver o pé e o tornozelo da criança com os dedos indicador e polegar, deixando exposta apenas aárea do calcanhar a ser puncionada.- A punção deve ser feita em uma das áreas laterais da região plantar do calcanhar, para evitar atingir oosso calcâneo.- Após a anti-sepsia e a secagem do álcool, penetrar toda a porção triangular da lanceta (ponta) nolocal escolhido, de modo a realizar um pequeno corte, pouco profundo. Fazer suavemente com alanceta, um movimento de rotação para a esquerda e para a direita, para alargar o corte.- Retire com algodão seco ou gazinha a primeira gota que começa a se formar. Aguarde a formação deuma grande gota.

Fazer uma compressão leve com os dedos indicador e polegar envolvendo o calcanhar, seguida poruma descompressão. Esta manobra visa aumentar a circulação sanguinea e obter uma boa gota.- Caso não sejam obtidas gotas suficientes após todas as manobras recomendadas, pegar outralanceta e puncionar outro ponto do mesmo pé. Após cada punção deve-se desprezar a lanceta.

5) Obtenção da gota:- Assim que a gota se formar, aproximar o papel-filtro da mesma, encostando-a no meio do círculo dopapel-filtro.- Caso não se obtenha uma gota de bom tamanho, deve-se conseguir outra gota e colocá-laexatamente em cima da primeira, nunca nos lados. Não se deve colocar mais de duas gotas no mesmocírculo.- Verificar se o sangue preencheu todo o círculo e se está visível no verso do papel-filtro. Apóspreencher um círculo com até duas gotas, passar para o círculo seguinte, repetindo todas as manobras.- Após a coleta, colocar a criança deitada, levantar o pé que foi puncionado e comprimir levemente olocal com algodão ou gaze.

6) Secagem :- Logo após a coleta, o papel-filtro deve ser colocado para secar em temperatura ambiente e em localarejado, por um tempo mínimo de três horas. Não colocar o papel-filtro na geladeira imediatamenteapós a coleta.- A secagem deve ser feita sempre com o papel-filtro na posição horizontal, utilizando-se suporte comhaste de metal ou pregadores de roupa.- Após a secagem , colocar o papel-filtro dentro do envelope branco que contém a identificação dacriança. Os envelopes podem ser guardados em geladeira ou à temperatura ambiente por no máximotrês dias.

7) Conservação e Viabilidade das Amostras:- Os envelopes com as amostras devem ser guardadas na geladeira (no meio ou parte baixa), dentro deum recipiente tampado (caixa de isopor ou de plástico), cobrindo-se os envelopes com uma toalha depapel para reter a umidade e evitar molhar as amostras.

8) Remessa das Amostras:- A remessa dos envelopes para o laboratório deve ser feita pelo menos duas vezes por semana.Deve-se destacar a importância da agilidade no transporte dos exames, considerando-se que odiagnóstico e tratamento precoce de Hipotireoidismo e Fenilcetonúria, evitará sequelas neurológicasgraves e retardo mental.9) Entrega dos Resultados:- O NUPAD/ UFMG procura liberar os resultados em um prazo de três dias úteis após seu recebimento.Os resultados alterados são comunicados a Unidade de Saúde imediatamente após sua detecção pelolaboratório.- Cabe à equipe da Unidade de Saúde, a responsabilidade de fazer a busca ativa da criança comresultado alterado e encaminhá-la para a consulta especializada no Hospital das Clínicas(Hipotireoidismo e fenilcetonúria) e Hemominas (Doenças Faciformes).- No caso de detecção de Anemia Falciforme, o Instituto de Saúde da Mulher e da Criança, envia faxcom resultado dos exames, identificação da criança e consulta agendada no Hemominas.10) Aconselhamento dos pais :- A orientação dos pais sobre resultados alterados do Teste do Pezinho, doenças diagnosticadas(Hipotireoidismo, Fenilcetonúria e Doenças Falciformes), além do aconselhamento dos pais sobrecrianças portadoras de traço Falciforme (possibilidade de filhos com a doença), deve ficar a cargo doPediatra ou Enfermeiro da Unidade de Saúde. As equipes poderão utilizar como material de referênciapara as orientações aos familiares os documentos técnicos do NUPAD/UFMG, encaminhados a todosos Centros de Saúde.VIII - Bibliografia:- Manual de Organização e Normas Técnicas para Triagem Neonatal - NUPAD/ UFMG , Belo Horizonte,1998.

A importância do cuidado da equipe de enfermagem na pré e pós-coleta do Teste do Pezinho



Para existir prevenção, é indispensável que haja primeiro a informação, que as pessoas saibam o quê está prevenindo e como prevenir. A equipe de enfermagem tem participação importante e intransferível no Programa Nacional de Triagem Neonatal, porque é o profissional de enfermagem quem mais tem contato com a clientela alvo (a mãe e o recém-nascido) afirma Silva et al. (2003).

Desde o pré-natal, nas unidades básicas de saúde, a enfermagem deve informar e orientar a gestante que, quando o seu bebê nascer fará um exame chamado teste do pezinho, no qual serão coletadas algumas gotinhas de sangue do calcanhar do bebê, para preveni-lo do retardo mental e de outros comprometimentos. Informe que é um exame gratuito e exigido por lei, portanto elas têm o direito aos resultados do exame e deve buscá-los na data prevista. Eles deverão apresentar os resultados ao pediatra que acompanha a criança, que fará a transcrição dos mesmos na carteira de vacinação. Assim, a futura mãe já estará informada e ciente de que deverá exigir o exame quando seu filho nascer.

A técnica correta de coleta das amostras de sangue para o teste do pezinho é um procedimento de enfermagem. O profissional deverá estar ciente do quê e por que irá fazer essa coleta. Deve haver uma preocupação no preenchimento da ficha de coleta, pois é nela que se encontram a informação necessária sobre a criança, e, se houver caso de reconvocação do bebê para nova coleta por resultado alterado ou erro técnico, a busca da mãe será mais rápida e eficiente. Realizar sempre o preparo psicológico da mãe e, se possível, intervir para que ela participe do momento da coleta (NUPAD/UFMG, 1998).

Segundo o Ministério da Saúde (2004), outro fator importante que deve ser ressaltado na realização do teste do pezinho, é a necessidade de um ambiente tranqüilo e sem umidade.

Portanto, o papel da enfermagem no teste do pezinho é extremamente importante e necessário, desde a informação às mães até a volta delas na busca do resultado do exame.

No entanto, para que o Programa Nacional de Triagem Neonatal tenha êxito, atingindo o seu maior objetivo, que é a prevenção das seqüelas, faz-se necessário um trabalho de base. Em um primeiro momento, a enfermagem, interagindo com as futuras mães ainda no pré-natal, com os familiares e até com as comunidades, informando as pessoas sobre a importância do teste do pezinho, por meio da conscientização, da sensibilização, pois, segundo Mazza (1998), é no processo de interação entre seres humanos que a enfermagem se desenvolve.


De acordo com Marton (2002), a enfermagem, é como um conjunto de ações interativas entre pessoas, visando ao bem-estar do outro em toda a sua complexidade, por meio de atitudes humanizadas de prevenção, cuidado e educação, e pode, por ações simples e rotineiras como a coleta de sangue para o teste do pezinho, ajudar crianças portadoras de doenças congênitas a atingirem um futuro mais promissor, evitando que seu desenvolvimento normal seja interrompido ou retardado.

Existem ainda outros fatores que devem ser observados pelos profissionais de enfermagem no momento da coleta. É muito importante, por exemplo, que o profissional coloque-se no lugar da mãe e principalmente do bebê, procurando sempre desenvolver a técnica preocupada, com uma concepção humanizada para "o cuidar", visando o bem-estar e o conforto do cliente, e não o que é mais fácil e mais cômodo para si, ou seja, nunca apertar a perna nem o pé do bebê, nunca girar a lanceta quando puncionar o calcanhar do recém-nascido e observar o local adequado para a punção, a fim de evitar seqüelas irreparáveis no pé da criança, destaca SILVA et al., (2003).

Na área da saúde, em especial na enfermagem, a educação permanente é um instrumento importante para inserir o profissional no cenário de mudanças. A qual deve ser entendida como um processo amplo que percorre toda a vida do indivíduo, garantindo o acesso ao conhecimento, propiciando o desenvolvimento profissional e pessoal, bem como a melhoria na qualidade da assistência, respaldada pela sistematização e humanização no processo assistencial da enfermagem.



BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Coordenação-Geral de Atenção Especializada. Manual de Normas Técnicas e Rotinas Operacionais do Programa Nacional de Triagem Neonatal / Ministério da Saúde, Secretaria de Assistência à Saúde, Coordenação- Geral de Atenção Especializada. – Brasília: Ministério da Saúde, 2002.




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